Ao longo da história da humanidade, animais mamíferos e outras espécies, além da companhia, também foram importantes seres de serviço para a evolução humana.
A lhama, por exemplo, foi uma espécie fundamental para a consolidação do império inca. Essa informação reforça a importância da interpendência dos sistemas biológicos.
Quando afirmamos que a saúde integral se consolida como um alicerce que direciona e amplifica as pesquisas cientificas, todas as espécies podem (e devem!) ser incluídas e com as necessidades individuais atendidas.
Nos seus habitats naturais, os animais conseguem expressar com qualidade seus hábitos e preservar sua espécie de acordo, obviamente, com a disponibilidade de alimentos e água. Tendo o conhecimento de epigenética hoje, sabemos que o meio é fundamental para a manutenção da saúde. Epigenética é o estudo dos mecanismos moleculares por meio dos quais o meio ambiente controla a atividade genética, e é hoje uma das áreas mais atuantes da pesquisa cientifica em geral.
Há bilhões de anos os sistemas celulares seguem um planejamento eficaz que lhes permite aumentar suas chances de sobrevivência e também a sobrevivência de outros organismos na biosfera (LIPTON, 2007)
Ao adaptarmos algumas espécies para convívio com humanos, o processo de domesticação gerou impactos no comportamento, mente e sistema emocional dos animais que acredito estarmos apenas no início da sua elucidação.
As terapias integrativas convidam os profissionais de saúde a expandir o olhar para além do sintoma, além do órgão e além do indivíduo. Integrar significa incluir, e encontrar uma forma eficiente de funcionamento dos sistemas, não somente a nível celular, mas também a nível social e energético, como a interdependência natural pondera.
Aqui consideramos sistema biológico uma estrutura constituída por sistemas orgânicos e fisiológicos com interrelação entre si. Entende-se que o individuo é um sistema integrado e interage com o meio e outros indivíduos, formando assim uma rede de sistemas diferentes e interdependentes.
Alguns autores como Rupert Sheldrake afirma que os campos morfogenéticos é um importante fator no desempenho da saúde dos animais, visto que estão expostos e em consonância com os sistemas familiares humanos. Isso implica em uma alteração nos hábitos das espécies o que pode levar a uma mudança estrutural destes sistemas aos quais estão inseridos.
Os campos morfogenéticos ou campos mórficos são campos que levam informações, não energia, e são utilizáveis através do espaço e do tempo sem perda alguma de intensidade depois de ter sido criado. Eles são campos não físicos que exercem influência sobre sistemas que apresentam algum tipo de organização inerente (Sheldrake, 1981)
Na rotina diária de atendimentos clínicos ao longo de anos, durante as entrevistas com tutores e responsáveis, criei uma ficha de anamnese onde incluo a história de vida do cliente, para registro e avaliação durante e após a consulta, independente da espécie. O que percebi nesta investigação é que todas as enfermidades coincidem com um importante acontecimento de ordem emocional na estrutura do sistema, como desencadeador de processos de alteração na homeostase orgânica dos indivíduos. Como também, em alguns casos, o animal de estimação manifesta os mesmos sinais clínicos do tutor, e o mesmo diagnóstico, na leitura dos exames laboratoriais ou de imagem.
O que isso significa?
A evolução dos mamíferos mais desenvolvidos, incluindo os chimpanzés, os cetáceos e os humanos, criou um novo nível de consciência chamado “autoconsciência” ou mente consciente. Porém a mente anterior e predominante é o nosso subconsciente, capaz de processar cerca de 20 milhões de estímulos ambientais por segundo, versus 40 estímulos interpretados pela mente consciente no mesmo segundo (Norretranders, 1998). A mente subconsciente é um dos processadores de informações mais poderosos que se tem notícia até hoje, observa o mundo ao nosso redor e a consciência interna do corpo, interpreta os estímulos do ambiente e entra imediatamente em um processo de comportamento adquirido (aprendido) (Lipton,2007)
Os pets e animais de estimação e companhia, como equinos, entram em consonância com o campo eletromagnético, ou campo mórfico para Sheldrake, ao qual estão inseridos e manifestam os sinais ambientais inconscientes deste “programa” familiar ou de algum indivíduo, o que pode ocasionar a aquisição da mesma enfermidade, ou inclusive se anteceder a ela, visto que os animais possuem uma qualidade chamada “permeabilidade quântica” e respondem aos sinais do ambiente antes que os humanos. A biofísica é a ciência que atualmente tem explicado a atuação da energia em processos biológicos (GERBER, 1999)
A compreensão do percurso da doença e da cura que conhecemos hoje como decodificação biológica das patologias, fundamenta-se na embriologia, na biopsicossomática, na etologia e na teoria da evolução das espécies (SANTOS,2010)
Absolutamente todas as enfermidades (aqui excluímos os acidentes) iniciam por um conflito biológico. Algumas situações vivenciadas, como lutos, separações, conflitos familiares, medos, autodesvalorizações podem gerar emoções tão impactantes para o nosso sistema nervoso, que a forma que o organismo encontra para soluciona-las é através do sintoma, a chamada fase de cura para a Medicina Germânica Heikunde, desenvolvida pelo médico oncologista alemão Ryke Geerd Hamer (Hamer, 2000).
Através do acompanhamento de milhares de pacientes com câncer na Alemanha, Hamer decidiu fazer pesquisas, levando em consideração as histórias dos seus pacientes antes de desenvolver o câncer. Ele, além disso, fazia exames de tomografia no cérebro desses pacientes e, assim, ele descobriu algo totalmente revolucionário dentro da medicina: ele comprovou a ligação da psique, do cérebro e do corpo; e percebeu que após um choque inesperado, dramático e vivido em solidão é desencadeado um programa biológico (BERNARDI, 2024)
Deste ponto de vista, o tratamento inclui a consciência do que nos fez adoecer e o suporte de terapias integrativas, como os florais, são fundamentais para que o corpo alcance a homeostase celular, sem agressão ao sistema biológico, e dando condições ambientais para que a inteligência celular possa agir e recuperar seu funcionamento pleno.
Efeitos adversos de medicamentos são a principal causa de morte iatrogênica, ou seja, causada por tratamento médico. Segundo Null, as doenças iatrogênicas são a principal causa de morte nos EUA. (Null et al., 2000). É preciso parar, repensar nossos conceitos e incorporar as descobertas da física quântica a biomedicina para criar um sistema novo e mais saudável de cura que esteja de acordo com as leis da natureza (LIPTON, 2007)
Na história da Medicina existem registros demonstrando que os cuidados com a saúde tiveram vários modelos e que foram sendo modificados conforme as bases culturais e materiais de cada época (LOPES, 2015)
A auto cura torna-se possível, através do treinamento e aperfeiçoamento das técnicas que oferecemos na rotina dos consultórios, como primeira opção terapêutica. Como profissionais promotores de saúde integral, é nossa obrigação estudar e escolher o que causa menor impacto e efeitos colaterais aos nossos pacientes.
Os animais estão a serviço do sistema familiar quando mostram em primeira mão os sinais ambientais inconscientes que estão operando e causando os sintomas. Muitas doenças foram vistas e diagnosticadas pela primeira vez em pets nos últimos anos, incluindo doenças auto imunes, degenerativas, crônicas e parasitárias complexas. Cito também a alteração dos ingredientes alimentares naturais, oferecendo rações e aditivos ao invés de alimentos com taxas vibratórias adequadas e biologicamente apropriados.
Uma aprendizagem importante que nós humanos necessitamos é ser em relação, como iguais, convivendo naturalmente com as diferenças entre as espécies. Como profissionais, reconhecer a etologia é crucial para a intermediação deste processo adaptativo.
A ideia de situar o comportamento num quadro evolutivo permite que se comparem e classifiquem as espécies a partir de sua interação viva com o ambiente, que se entenda melhor as funções das estratégias comportamentais e também (uma ideia perigosa) que se tome o ser humano como mais uma espécie, aparentada na maneira de ser a outros animais considerados inferiores (ADES, 2009)
A perspectiva quântica revela que o universo é uma integração de campos de energia integrados e interdependentes. (LIPTON, 2007)
O cientista inglês Timothy Lenton apresentou evidencias de que a evolução depende mais da interação entre diversas espécies do que a interação do individuo somente com sua própria espécie (Lenton, 1998)
BIBLIOGRAFIA
ADES, Cesar (2009) Darwin, Instinto e Mente. Revista Pesquisa FAPESP.
BERNARDI, Marina (2024) o guia da medicina sagrada: o que toda pessoa deveria saber sobre as leis da natureza e a autocura – 4ª ed, Goiânia.
HAMER, R.G. Testamento per una nuova medicina germânica. Barcelona: amici di Dirk, 2000
GERBER, R. Medicina Vibracional – Uma medicina para o Futuro, Ed. Cultrix, São Paulo, 2000.438p.
LENTON, Timothy (1998) “Gaia and natural selection” [Gaia e a seleção natural]. Nature,394: 439-447.
LIPTON, Bruce H. (2007) A Biologia da Crença. Ciência e Espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres. 1. Ed, – São Paulo: Butterfly Editora.
LOPES, Daniela Franco (2015) A saúde quântica para os animais. 1. Ed. Paraná. Gráfica Caiuás.
NORRETRANDERS, TOR (1998) The User Illusion: Cutting Consciousness Down to Size [A ilusão do usuário: a diminuição da consciência para o tamanho certo]. Nova York, Penguin Books.
NULL, G., DEAN C. et al. (2003) Death by medicine [A morte por meio dos medicamentos]. Nova York, Nutrition Institute of America.
RACIONALIDADE MÉDICA: A NOVA MEDICINA GERMÂNICA NA PREVENÇÃO E CURA DAS DOENÇAS. Racionalidade médica, Revista Revise, vol. 1. Santos, Maria José Etelvina, 2010.
SHELDRAKE, Rupert (1981) Uma Nova Ciência da Vida: A Hipótese da Causação Formativa e os Problemas Não Resolvidos da Biologia (A New Science of Life)
